e o meu peito adormece.

entra tão pouca luz no quarto,
o ocre antigo das paredes desliza pelo chão
e despe-se nas minhas pernas,

não sei se o sol nasce ou morre,
no meu corpo indecifrável
o mundo parte devagar

e os sons para trás acomodam-se no meu ouvido
como finos vapores húmidos,
sem dia, sem noite, apenas as horas ficam,

e o meu peito adormece.

Alma Kodiak

Do ótimo O Hálito Azul da Tarde, de Ana Isabel.

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2 comentários sobre “e o meu peito adormece.

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