Estou tão desapegado…

Não me revolto contra Deus, aceito o maldito mistério, que me guia no ritmo em meio à incongruência geral. Ninguém é livre na hora de nascer nem na de morrer, e se na entressafra temos o gostinho do livre-arbítrio, é em decorrência de um Deus piadista que assopra para depois morder. Não me afundo mais. Não é coisa à-toa, hoje, que me põe depressivo. Digamos que me comovem as vergastadas que os homem tomam, o arremate caprichoso do criador para as suas criaturas, estou tão desapegado…

Do conto “Pão Físico“, de Fernanda Benevides de Carvalho.

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