Por mim.

Quando a minha hora chegar
Ninguém vai chorar por mim,
E tu também não

Malditas sejam todas essas lágrimas!

Eu sou uma fera furiosa
Expulsa do rebanho

As balas podem furar-me a pele
Mas eu continuarei sem parar,

Arrastando para a frente as minhas chagas e a minha dor,
Atacando
Atacando
Até o sofrimento desaparecer

E não me vai custar nada

Eu quero viver mais mil anos

Poema de Chairil Anwar.

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Um comentário sobre “Por mim.

  1. O poema fala de uma espécie rara de raiva. E essa raiva, pra mim, move o mundo. Ao menos o meu mundo. Raiva é diferente de ódio. Eu odeio pouquissimas coisas, mas há muitas que me deixam ofensivamente raivoso. É como dizer que se tem ganas por algo. E eu tenho muitas ganas por muitas coisas as quais não se encaixam no meu modo de ser e con(viver). A minha raiva é lucidez (ácidaluz), é estar atento, é entrar na luta de mãos limpas, é se obrigar a observação, é viver sem esperanças mesmo que isso seja uma forma de ter esperança, a minha raiva é estar impregnado de cansaço, exaustão, e tornar-se sagrado exatamente por isso, a minha raiva pesa, pondera, analisa, examina, questiona e se posiciona. A minha raiva é dor de viver. E viver dói porque viver é bonito demais.

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