Meu pequeno orgulho burguês.

Joga fora meu livro; convence-te que não te oferece senão uma das atitudes possíveis em face da vida. Procura a tua. O que um outro poderia fazer tão bem quanto tu mesmo, não o faças. O que um outro poderia dizer tão bem quanto tu mesmo, não o digas – e o que poderia escrever como tu, não o escrevas. Só te apegues em ti ao que sintas que não se encontra alhures senão em ti, e cria em ti, impaciente e pacientemente, ah!, o mais insubstituível dos seres.

André Gide, Frutos da Terra (Nova Fronteira, pg. 141)

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