E será sempre alta.

Filho do medo, o homem se afasta inexoravelmente, a cada minuto que passa, do seu eu intrínseco, aquele que ele deveria ser para se transformar em outra coisa, aquela que ele pensa que o ajudará a integrar-se ao mundo. Como o homem, consciente ou inconscientemente, insiste em ser algo que não é, acaba sendo cobrado pela vida a cada instante, e se a conta não lhe for apresentada hoje, certamente o será amanhã. E será sempre alta.

Fausto Wolff, A milésima segunda noite (Bertrand Brasil, pg. 42-3).

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