Arriscar-se(r).

Estender a mão é arriscar-se a comprometer-se,
Mostrar os seus sentimentos é arriscar-se a se expor,
Dar a conhecer as suas idéias, os seus sonhos,
é arriscar-se a ser rejeitado,
Amar é arriscar-se a não ser retribuído no amor,
Viver é arriscar-se a morrer,
Esperar é arriscar-se a desesperar,
Tentar é arriscar-se a falhar,
Mas devemos nos arriscar !
O maior perigo na vida está em não arriscar.
Aquele que não arrisca nada
– Não faz nada !
– Não tem nada !
– Não é nada !

Rudyard Kipling

Thanks Inai!

Meus sonhos.

Não me indigno, porque a indignação é para os fortes; não me resigno, porque a resignação é para os nobres; não me calo, porque o silêncio é para os grandes. E eu não sou forte, nem nobre, nem grande. Queixo-me porque sou fraco e entretenho-me a arranjar meus sonhos conforme me parece melhor a minha idéia de os achar belos. Só lamento o não ser criança, para que pudesse crer nos meus sonhos.

Fernando Pessoa

Thanks Inai!

Onde estamos?

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Tão seguros da realidade a nossa volta: nossa familia, nosso lar, nossa cidade e nosso pais, mas, há quem pense, apesar da aparente naturalidade de todas as coisas, onde exatamente nos encontramos? Um pequenino planeta girando entre as demais esferas num sistema solar, numa via láctea, num espaço aparentemente sem margens, e o que há além disso tudo, e além? Estamos de tal forma ocupados com a realidade segura e infinitesimal que construimos para nós todos que mal vivemos o sentimento de absurdo de haver algo muito além, mas muito além, do território que ocupamos no espaço-tempo. E este haver algo muito além é a força que coloca em questão o mundo de agora que toma meu tempo. Este haver algo é o que torna surreal a minha indiferença, apesar de volta e meia olhar para o céu com incredulidade. E esta realidade que extrapola em muito o cárcere em que vivo preso, como ela mesma pode ter sido criada tão distante e tão indiferente de mim mesmo? A minha capacidade de imaginar está presa a realidade que me cerca. Ora, careço deste muito além, deste haver algo, para a compreensão do que sou, do que posso ser, para continuar a minha própria evolução. Porque a minha evolução acontece na minha capacidade de imaginar. É isso que me separa das demais espécies animais. Como pode haver um único cometa que não cruzou o meu caminho? E uma estrela em que não pus meus pés? E uma outra lua e um outro sol? Porque aqui, exatamente, e não além, e ainda mais? Um dos principais argumentos de que o universo não existe para nós é sua fria distância de nós mesmos. E como por tantas vezes olhamos para o céu e ao perguntar não obtivemos respostas parece que mais do que toda certeza que pode haver, este é o melhor do mundos. Pode haver uma realidade que eu não compreenda? De todas, talvez a mais absurda seja pertencer exatamente a esta, tão distante de todas as demais, sem saber exatamente porquê. Conclusão desconcertante.

Extraído do meu orkut.

Who am i?

Corro em volta de mim, sem me encontrar… Perdi-me dentro de mim Porque eu era labirinto! – Sá Carneiro, “Dispersão”

quemsou

A busca da própria identidade, do self, este “eu” coeso e preciso que me define não diante dos demais, mas de mim mesmo, será loucura ou realidade? Ou, como diria, Shakespeare tão enfadonhamente citado por mim mesmo, no Hamlet, II Ato, sabemos quem somos, não sabemos quem podemos ser. Ao menos de minha parte, posso garantir, nem mesmo eu sei quem sou, dai a pertinencia da questao: QUEM SOU EU? Se fosse realmente quem penso/imagino ser seria, ainda que minimamente, toleravel aos demais ja que em grande parte, talvez a nossa maior parte, somos o que somos pelo que se espera de nos? Alem do mais, somos o que somos por aquilo que esta definido dentro da historia de uma coletividade, o(s) grupo(s) que pertencemos, e já nascemos com “forças integradoras irresistíveis” do caos que aqui está, dentro de mim, dentro de vc, dentro de nós. WHO AM I?? E mais, o que SOU esta definido na dor daquelas que precisam/carecem de mim e isso é algo que tbem me obriga a pensar quem sou/posso ser dentro de uma realidade que é social e que extrapola em muito a minha individualidade. São questões emergentes e o modo como me relaciono com estas questoes é algo em si definidor de minha propria realidade. Ironicamente. “Meu eu” não está no espelho e não está APENAS neste que pensa agora, embriagado, a esta hora tardia. “Meu eu” não está reunido apenas na fala ou no silêncio do outro, no seu interesse ou indiferença. “Meu eu” não está apenas no que fui, na historia que pode ser contada de mim ou na história por contar. “Meu eu” me escapa mais do que eu mesmo poderia imaginar. E isso eu garanto a vc tão convicto(a) de se pensar aquilo que supostamente se é. Dizem que somos exatamente o processo de vir a ser. Só que não posso tocar o processo de vir a ser/devir. Não me faz sentido, pq é ele mesmo o próprio tempo e como diz Sto Agostinho, qndo falo sobre o tempo nem mesmo eu sei dizer o que é o tempo, ou seja, pelo processo/tempo e eu me perco ainda mais. Ora, WHO AM I? Serei estes dedos que digitam, que pensam, esta hora que passa, este dia que perdi, o dia por vir, o silencio desta hora, a saudade que me aflige, o amor que se anuncia, a loucura tamanha de viver sem saber de onde se vem? pra onde se vai? Diz o poeta Walt Whitman, eu sou grande, eu contenho multidões, e o que fazer delas? O que faço eu delas? POIS EU ESTOU VIVO e a vida que existe em mim exige de mim respostas e o tempo que me é disponivel é violentamente reduzido a nada, pq sim o tempo não me basta, não me basta, NÃO ME BASTARIA, fosse como fosse… QUEM SOU EU? é quase uma questão intolerável,…

Extraído do meu orkut.