Algum outro.

Sou alguém a quem hoje tudo o que vê incomoda e que tenta ver o menos possível. Alguém a quem as circunstâncias empurram para se transformar, o mais rápido possível, em outro. E também sou alguém que, quando tiver se transformado em outro, terá de agir como se isso não fosse nada demais, como se pertencesse à ordem natural do mundo.

Enrique Vila-Matas, A viagem vertical, p. 23 (Cosac & Naif)

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