Outra coisa.

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Quanto mais familiares duas pessoas se tornam, mais a linguagem que elas falam juntas foge do discurso comum, definido pelo dicionário. A familiaridade cria uma nova linguagem caseira de intimidade que leva referências à história que os dois amantes estão fazendo juntos, e que não pode ser de pronto compreendida por outros. É uma linguagem que alude ao seu estoque de experiências compartilhadas, contém a história da relação, é o que faz falar com o amado algo diferente de falar com qualquer outra pessoa.

Alain de Botton, Ensaios de Amor, pp. 125-6 (Rocco)

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