Amor como virtude

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Não amamos o que queremos, mas o que desejamos, mas o que amamos e que não escolhemos. Como poderíamos escolher nossos desejos ou nossos amores, se só podemos escolher em função deles? O amor não se comanda e não poderia, em consequência, ser um dever. Devemos dizer também que virtude e dever são duas coisas diferentes (o dever é uma coerção, a virtude, uma liberdade). O dever é uma coerção, o dever é uma tristeza, ao passo que o amor é uma espontaneidade alegre. “O que fazemos por coerção”, escreve Kant, “não fazemos por amor”.

André Comte-Sponville, Pequeno tratado das grandes virtudes, p. 241 (Martins Fontes)

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