27 de junho de 2002

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Noite passada uma enorme dificuldade para dormir apesar do cansaço e de um princípio de resfriado. Reacendi a luz, abri um livro, li algumas páginas, cansei, fechei o livro, tentei dormir. Não deu. A luz. O que ler? Abri outro livro, mais algumas páginas, mais um par de horas acordado, tomar coragem para levantar da cama, beber água, ir ao banheiro, voltar para cama, reler algumas frases na parede, procurar algum vazio no quarto, ocupar o vazio com a recordação de alguém que se quer bem. Esquecer o tempo. Olhar com tédio a luz dos carros que bate na janela do banheiro, pensar em qualquer coisa realmente boa. E tudo se repetindo, tudo normal e esquisito. Quase lá, quase.

Quatro da manhã e não sou mais deste mundo, como se não coubesse nele. Há vezes que pode ser um grande privilégio: pertencer a lugar nenhum.

[publicado em blog anterior]

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