Aposentadoria

Por vezes, ele tem vontade de deixar descansar toda aquela linguagem que está em sua cabeça, em seu trabalho, nos outros, como se a linguagem fosse ela própria um membro fatigado do corpo humano; parece-lhe que, se ele descansasse da linguagem, ele descansaria inteiramente, despedindo as crises, as repercussões, as exaltações, as feridas, as razões, etc. Ele vê a linguagem sob a figura de uma velha cansada (algo como uma antiga faxineira de mãos gastas), que suspira por uma certa aposentadoria…

 

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Roland Barthes por Roland Barthes (Cultrix)

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