Tedium Vitae

Eu me dizia, assim, que os homens são consumidos pelo tédio. Naturalmente, temos que refletir um pouco para perceber isto – não é coisa que se veja de imediato. É uma espécie de poeira. Vamos para cá e para lá sem vê-la, a aspiramos, a comemos, a bebemos, e ela é tão fina que nem sequer range entre nossos dentes. Mas basta pararmos por um momento, e ela se assenta como um manto sobre nosso rosto e nossas mãos. Temos de estar a sacudir constantemente de nós essa chuva de cinzas.

É por isso que as pessoas são tão agitadas.

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Diário de um cura de aldeia, de George Bernanos

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