Em algum momento, temos que chegar a um ponto onde perguntar “por que” seja desnecessário ou não faça sentido.
Julian Baggini, Para que serve tudo isso? A filosofia e o sentido da vida, de Platão a Monty Python. Zahar, pg. 34.
Em algum momento, temos que chegar a um ponto onde perguntar “por que” seja desnecessário ou não faça sentido.
Julian Baggini, Para que serve tudo isso? A filosofia e o sentido da vida, de Platão a Monty Python. Zahar, pg. 34.
A vida é curta; abrevia as remotas expectativas. Mesmo enquanto falamos, o tempo, malvado, nos escapa. Aproveita o dia, e não te fies tanto no amanhã.
Horácio, Odes, 1.11
A BORBOLETA simboliza a alma, o renascimento e a imortalidade.
A metamorfose de seu ovo para lagarta e depois para crisálida e borboleta indica as etapas da alma para a iluminação.
No Japão, a borboleta está associada à mulher. Duas borboletas significam felicidade a dois.
Uma crença popular da Antiguidade greco-romana dava à alma que deixa o corpo, a forma de uma borboleta.
Nos afrescos de Pompéia, Psique é representada como uma menininha alada, semelhante a uma borboleta. Entre os astecas, a borboleta é um símbolo da alma, ou do sopro vital, que escapa da boca agonizante.
Uma borboleta brincando entre flores representa a alma de um guerreiro caído nos campos de batalha. Os guerreiros mortos acompanhavam o Sol até o meio-dia; em seguida, eles desciam de volta a terra sob a forma de borboletas.
No mundo sino-vietnamita, a borboleta simboliza a longevidade e também o outono.
Um outro simbolismo da borboleta é baseado na sua metamorfose e vontade de mudança: o casulo é o ovo que contém a potencialidade do ser; sair do ovo é como renascer para a vida.
A MUDANÇA… O poder da borboleta é como o ar, é a habilidade de conhecer a mente e de mudá-la, é a arte da transformação… A gente deve observar a nossa posição na vida e, como a borboleta, nós sempre estamos em algum estágio:
Primeiro estágio - é onde a idéia nasce, mas ainda não é uma realidade, é o estágio do ovo, o ponto de criação de uma idéia.
Segundo estágio – da larva, onde temos que tomar uma decisão.
Terceiro estágio – do casulo, é o desenvolvimento do projeto, é fazer para realizar.
Estágio final – é o da transformação, é deixar o casulo e voar, é a realização! Percebendo onde estamos, podemos continuar. Use o ar e os poderes mentais. Tenha clareza mental e procure organizar um projeto, assim, você subirá o próximo degrau de sua vida!
A principal mensagem é:
“Criar, transformar, mudar e ter coragem para aceitar!”
Do blog “eu não uso relógio“, da Érica Franzon
Após a ventania vem a calmaria e com ela surgem, afinal, as borboletas recém-nascidas.
(*) Da Série “Coisas-ditas-e-ouvidas-que-jamais-serão-esquecidas”.
Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo…
Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder…
Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!…
Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos…
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo…
Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens…
Tão Jovens! Tão Jovens!…
Tempo Perdido, Legião Urbana
Composição: Renato Russo
Cada um pensa ter as suas razões, talvez todas sejam boas.
Teresa Filósofa, Anônimo do Século XVIII, pg. 63 (L&PM)
Quem se indaga é incompleto,
Clarice Lispector
Das asas de uma borboleta…
Guarda o teu coração acima de tudo, porque dele provém a vida.
Monique Labrune e Laurent Jaffro. Gradus Philosophicus, Mandarim, pg. 56.
A simplicidade é esquecimento de si, de seu orgulho e de seu medo; é quietude contra inquietude, alegria contra preocupação, ligeireza contra seriedade, espontaneidade contra reflexão, amor contra amor-próprio, verdade contra pretensão…o eu subsiste nela, é claro, mas como que mais leve, purificado, libertado.
Para que essas perpétuas voltas sobre si mesmo? Nunca acabaríamos de nos avaliar, de nos julgar, de nos condenar…Nossas melhores ações são suspeitas; nossos melhores sentimentos, equívocos. O simples sabe disso e nem se importa. Ele não se interessa suficientemente para se julgar. Ele não se leva nem a sério nem a trágico. Segue seu pequeno caminho, de coração leve, alma em paz, sem objetivo, sem nostalgia, sem impaciência. O mundo é seu reino e lhe basta. O presente é a sua eterniadade, e o satisfaz. Nada tem a provar, pois não quer parecer nada. Nada tem a buscar, pois tudo está ali. Há coisa mais simples que a simplicidade?
André Comte-Sponville, Pequeno tratado das grandes virtudes, do ensaio sobre a Simplicidade, Martins Fontes, pg. 170.
O tempo circula mal em minhas veias. Ao que parece, isso me dá uma coloração sombria, que destoa da motivação que hoje se deve estampar no rosto.
Frédéric Schiffter, Sobre o blablablá e o mas-mas dos filósofos. José Olympio, pg. 18.
Aceitareis por muito tempo um mundo que não passa de uma paródia de mundo, onde vossa própria vida é apenas um drama ruim?
Frédéric Schiffter, Sobre o blablablá e o mas-mas dos filósofos. José Olympio, pg. 41.
Quando dizemos que a vida é um drama, cremos não nos expressar muito bem. O drama designa a ação que se desenrola num palco, cujas consequências fatais adivinhamos, mas as quais, até o último momento, permanecem desconhecida.s A certeza de que o pior se dará in fini não é a presciência da maneira exata como ele se produzirá. Apesar de previsível e inelutável, o pior é sempre surpreendente. É nesse sentido que minha vida é dramática. No cerne de circunstâncias que ninguém pode enfrentar em meu lugar, que requerem minha força e meu discernimento, nunca sei onde me situo. Sinto-me perdido: ao mesmo tempo desnorteado e na perdição. Por mais que procure e fixe referenciais para mim, eu os apago à medida que me debato. Vã gesticulação que se dá ares de ação, ainda mais patética por eu tomar consciência dela e não poder fazer nada. Se viver é sentir-se perdido, a lucidez é saber-se perdido.
Frédéric Schiffter, Sobre o blablablá e o mas-mas dos filósofos. José Olympio, pg. 98.
Que é que tenho de fazer e que ninguém mais no mundo pode fazer em meu lugar?
Constantin Noica, As seis doenças do espírito contemporâneo, Record, pg. 58.