Archive for the 'Íntimo & Pessoal' Category

Devaneio sobre o ser.
Agosto 18, 2008

eu coleciono momentos de epifania, busco cada um deles nas nuvens para muito além de todos os porões do mundo, …vivo num estado de contemplação cada vez mais vertiginoso, mas não sinto medo…a cada dia que passa eu sinto menos o chão sob meus pés, mas não posso me lançar além, talvez eu nunca seja [...]

Venta! (*)
Julho 23, 2008

Após a ventania vem a calmaria e com ela surgem, afinal, as borboletas recém-nascidas.
(*) Da Série “Coisas-ditas-e-ouvidas-que-jamais-serão-esquecidas”.

Sinta.
Abril 29, 2008

Eu uso todos os meus sentidos, o tempo todo.
Jo-Ellan Dimitrius e Mark Mazzarella, Decifrar pessoas, como entender e prever o comportamento humano, pg. 7 (Alegro)

27 de junho de 2002
Outubro 18, 2007

Noite passada uma enorme dificuldade para dormir apesar do cansaço e de um princípio de resfriado. Reacendi a luz, abri um livro, li algumas páginas, cansei, fechei o livro, tentei dormir. Não deu. A luz. O que [...]

Reencontro
Outubro 14, 2007

Assim que desço do ônibus vejo uma cena inusitada: o menino, vestido de super-homem, com algo entre os quatro anos de idade, salta do colo da mãe e corre ao encontro da menina da mesma idade, assim [...]

Felizmente, ainda há o inusitado
Outubro 5, 2007

O funcionário que veio instalar o novo aparelho olhou para as paredes repletas de anotações à lápis e me perguntou se eu era poeta:
- Não, esses textos transcritos são de escritores de verdade.
Prontamente ele respondeu:
- Eu faço poesia - e me olhou com olhos cheios de expectativa.
Talvez faça mesmo.

Imagem: Annie Vought
Recortes de papel

Carl Spitzweg, “Den Besuch” (1855)
Setembro 29, 2007

Uma ilustração que trago comigo faz muitos anos para que eu nunca perca a capacidade de me surpreender, principalmente em se tratando dos detalhes mais pequenos…

Carl Spitzweg, “Den Besuch” (1855)
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Devir
Setembro 24, 2007

Lá fora corre um rio que eu não sei de onde vem ou para onde vai. Ouço suas águas e sinto que o rio me ouve também. Eu quero ser uma folha largada neste rio e continuar sem ter destino. Eu quero ser apenas essa folha, girando, sem tocar margem nenhuma. Eu [...]

Suspirar
Setembro 17, 2007

E, a cada suspiro que dou, o meu anjo da guarda perde mais uma peninha da asa.
“Gare”, Sapato Florido, Mário Quinta, Obra Completa, pg. 172

Se você ficar bem calado e prestar bastante atenção, você vai ouvir, bem ali, muito perto, um suspiro. Basta evitar distração, e afugentar os problemas do próprio coração. Coisa tão delicada [...]

Aparição
Setembro 10, 2007

Acendo a luz da luminária sobre a mesa. Atrás de mim, o vento se aproxima docemente, trazendo toda espécie de minúscula vida noturna, como a minha. Sinto-me como Dioniso rabiscando versos ébrios no meio da floresta: o som da chuva, o cheiro do mato molhado e mosquitos e libélulas e vaga-lumes e grilos e abelhas [...]