Archive for the 'Ética' Category

Carpe Diem.
Agosto 2, 2008

A vida é curta; abrevia as remotas expectativas. Mesmo enquanto falamos, o tempo, malvado, nos escapa. Aproveita o dia, e não te fies tanto no amanhã.
Horácio, Odes, 1.11


Julho 21, 2008

Cada um pensa ter as suas razões, talvez todas sejam boas.
Teresa Filósofa, Anônimo do Século XVIII, pg. 63 (L&PM)

Simplicidade.
Julho 2, 2008

A simplicidade é esquecimento de si, de seu orgulho e de seu medo; é quietude contra inquietude, alegria contra preocupação, ligeireza contra seriedade, espontaneidade contra reflexão, amor contra amor-próprio, verdade contra pretensão…o eu subsiste nela, é claro, mas como que mais leve, purificado, libertado.
Para que essas perpétuas voltas sobre si mesmo? Nunca acabaríamos de nos [...]


Julho 2, 2008

Sempre há tempo para proferir uma palavra, mas nunca para retirá-la.
Baltasar Gracián, A arte da sabedoria mundana, pg. 75,  Editora Best Seller.


Julho 1, 2008

A língua é um animal selvagem, e, uma vez solta, é difícil devolvê-la à jaula.
Baltasar Gracián, A arte da sabedoria mundana, pg. 98,  Editora Best Seller.

Cegueira.
Junho 24, 2008

Viver, sem buscar o que se é, é uma cegueira extraordinária.
Do ensaio sobre Pascal, do livro A escada dos fundos da filosofia, a vida cotidiana e o pensamento de 34 grandes filósofos, de Wilhelm Weischedel (Angra, pg. 144)

Desejos.
Junho 23, 2008

É horrível na vida da gente ficar sem alguma coisa que nós queremos; mas caramba, o que me enfurece é não poder dar a alguém alguma coisa que a gente queria que ele tivesse.
Truman Capote, Histórias maravilhosas, (Nova Fronteira, pg. 20)

Into the wild.
Junho 21, 2008

Os únicos presentes do mar são golpes duros
e, às vezes, a chance de sentir-se forte
Eu não compreendo muito o mar
mas sei que as coisas são assim por aqui
E também sei como é importante na vida
não necessariamente ser forte,
mas sentir-se forte
confrontar-se ao menos uma vez
achar-se ao menos uma vez na mais antiga condição humana
enfrentar a pedra [...]

As necessidades recônditas.
Junho 19, 2008

As necessidades recônditas do nosso ser são as que nos dirigem silenciosamente.
Herman Melville, Moby Dick (Biblioteca Folha, pg. 200)

Manter a diferença.
Junho 6, 2008

Algumas pessoas distinguem realmente o certo do errado e, o que é mais importante, em quaisquer circustâncias, desde que possam, vão agir de acordo com as distinções que elas próprias estabeleceram. Embora não sejam santos, nem heróis, e embora não escutem a voz de Deus, nem vejam a luz universal da natureza, elas sabem e [...]

Modo próprio.
Junho 6, 2008

Não há razão alguma para que toda a existência humana se construa segundo certo modelo ou um número limitado de modelos. Se alguém possui uma quantidade tolerável de senso comum e experiência, seu modo próprio de dispor de sua existência é o melhor, não porque seja em si mesmo o melhor, mas porque é o [...]

Sursum corda!
Junho 3, 2008

Quanto maior você é, mais forte eles batem.
Postulado de Perkins

A liberdade.
Junho 2, 2008

Nos nossos tempos, das mais altas às mais baixas classes da sociedade, todos vivem como se estivessem sob as vistas de uma hostil e terrível censura. Não apenas no que se refere a outros, mas no que diz respeito unicamente a cada um, o indivíduo não se pergunta: o que prefiro? ou, o que condiz [...]

As mentiras que contamos.
Março 23, 2008

Pode ser que, no final, até mesmo as mentiras que contamos nos definam; e, algumas delas, muito melhor do que nossas melhores tentativas de alcançar a verdade.

David Malouf, do romance Johnno, in: J. A. Barnes. Um monte de mentiras, para uma sociologia da mentira, pg. 27 (Papirus).

Mude os fatos.
Março 20, 2008

Quando os fatos mudam, os estereótipos das pessoas podem mudar também.

Steven Pinker, Tábula Rasa, a negação contemporânea da natureza humana, pg. 285 (Companhia das Letras)