Archive for the 'Amor' Category

Coração Vagabundo.
Agosto 9, 2008

Meu coração não se cansa
De ter esperança
De um dia ser tudo o que quer
Meu coração de criança
Não é só a lembrança
De um vulto feliz de mulher
Que passou por um sonho meu sem dizer adeus
E fez dos olhos meus um olhar mais sem fim
Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo em mim.
Caetano Veloso.

Sofro, Lídia, do medo do destino.
Junho 24, 2008

Sofro, Lídia, do medo do destino.
Qualquer pequena coisa de onde pode
Brotar uma nova ordem em minha vida,
Lídia, me aterra.
Qualquer coisa, qual seja, que transforme
Meu plano curso da existência, embora
Para melhores coisas o transforme,
Por transformar
Odeio, e não o quero. Os Deuses dessem
Que ininterrupta minha vida fosse
Uma planície sem relevos, indo
Até o fim.
A glória embora eu nunca [...]

Desejos.
Junho 23, 2008

É horrível na vida da gente ficar sem alguma coisa que nós queremos; mas caramba, o que me enfurece é não poder dar a alguém alguma coisa que a gente queria que ele tivesse.
Truman Capote, Histórias maravilhosas, (Nova Fronteira, pg. 20)

Mas é para isso que vivemos.
Maio 21, 2008

Monólogo de uma personagem feminina.
Há seis bilhões de pessoas no mundo, é verdade.
No entanto, suas ações fazem diferença.
Fazem diferença em termos materiais e
fazem diferença para outras pessoas.
Servem de exemplo.
A mensagem é: não devemos
jamais nos eximir…
e nos vermos como vítimas de várias forças.
Quem nós somos é sempre uma decisão nossa.
A criação vem da imperfeição
Parece ter vindo [...]

Da fome do amor.
Maio 17, 2008

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros [...]

O coração.
Março 5, 2008

O coração não se explica. É por isso que ele é o coração. E quando ele chega a explicar-se, é porque já é tarde demais.
Bertrand Vergely, O Sofrimento, p. 151 (EDUSC)

“Relacionamento puro”, A. Giddens
Fevereiro 16, 2008

O “relacionamento puro” tende a ser, nos dias de hoje, a forma predominante de convívio humano, na qual se entra “pelo que cada um pode ganhar” e se “continua apenas enquanto ambas as partes imaginem que estão proporcionando a cada uma satisfações suficientes para permanecerem na relação”.
Zigmunt Bauman, Amor líquido, sobre a fragilidade dos laços [...]

Divisa
Janeiro 27, 2008

Amour véritable
Amitié durable
Et tout le reste au diable.
Escrito pela mão de algum nobre em um livro genealógico dos reis da Saxônia do século XVII, conservado no castelo de caça de Moritzburg, conforme Schopenhauer.

O poeta Alexandre leva seu cão raivoso a passear*
Janeiro 21, 2008

Alexandre, louco em férias, poeta disfarçado em burocrata, levanta-se
todos os dias com péssimo humor, para ser devorado pelo
relógio de ponto.
Obediente, amável, prestativo, conhece a fisionomia dos carimbos, sabe
de cor o roteiro dos papéis e sente uma vontade secreta de atear
fogo aos arquivos.
Adora olhar pela janela. Está sempre olhando pela janela, muito embora
nada aconteça.
Acredita nos homens, [...]

Amar é.
Janeiro 11, 2008

Amar diz respeito a auto-sobrevivência através da alteridade.
Zygmunt Bauman, Amor Líquido - Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos, p. 24 (Zahar)

Outra coisa.
Janeiro 10, 2008

Quanto mais familiares duas pessoas se tornam, mais a linguagem que elas falam juntas foge do discurso comum, definido pelo dicionário. A familiaridade cria uma nova linguagem caseira de intimidade que leva referências à história que os dois amantes estão fazendo juntos, e que não pode ser de pronto compreendida por outros. É uma linguagem [...]

Amor como virtude
Dezembro 22, 2007

Não amamos o que queremos, mas o que desejamos, mas o que amamos e que não escolhemos. Como poderíamos escolher nossos desejos ou nossos amores, se só podemos escolher em função deles? O amor não se comanda e não poderia, em consequência, ser um dever. Devemos dizer também que virtude e dever são duas [...]

A correspondência.
Dezembro 11, 2007

As pessoas se escrevem porque não podem se falar: o mais das vezes por causa da distância, da separação, de um espaço que as falas não podem transpor.
Esse foi durante séculos o único meio de dirigir-se aos ausentes, de levar o pensamento aonde o corpo não podia ir, aonde a voz não podia ir, e [...]

A vida, segundo Fichte
Dezembro 8, 2007

A vida é necessariamente feliz, pois é a felicidade; a idéia de uma vida infeliz, pelo contrário, encerra uma contradição. Infeliz é só a morte. A vida é ela mesma a felicidade. Não pode ser de outro modo, pois a vida é amor, e toda a forma e força da vida consiste no amor [...]

Tenho saudade de mim mesmo.
Dezembro 7, 2007

Tenho saudade de mim mesmo,
saudade sob aparência de remorso,
de tanto que não fui, a sós, a esmo,
e de minha alta ausência em meu redor.
Tenho horror, tenho pena de mim mesmo
e tenho muitos outros sentimentos
violentos. Mas se esquivam no inventário,
e meu amor é triste como é vário,
e sendo vário é um só.
Estrambote Melancólico,
Poesia Completa de Carlos [...]