
E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende.
Bernardo Soares
Livro do Desassossego

“Tudo me interessa e nada me prende…”
But, um pouco de “bondagem” não faz mal a ninguém.
(no bom sentido – com moderação)
Baci
Tudo é inconstância.
E quem, de fato,
não experimentou
alguns dias assim?