“Faço parte de tudo que conheci.” Vocês todos, saibam ou não, tendo entrado na trama da minha vida e saído de novo, deixaram uma parte transitória de vocês que eu transformarei em algo. Ainda não há nada, mas haverá uma mudança radical, capaz de gerar uma coisa rica e inesperada. Através de mim, a transmutação.
Ah, eu mordo, mordo a vida como uma maça suculenta. Brinco com ela feito um peixe e sou feliz. E o que é ser feliz? É seguir sempre em frente. Há algo melhor a ser feito do que aquilo que já fiz, e impulsinado pela ilusão do progresso, buscarei progredir, fincarei as esporas em meu flanco, mais e mais – até aprender. Sempre.
Tenho uma fonte de vida profunda, clara, agridoce. Todos os nomes, já, e os lugares. E nem sequer me aproximei ainda do final.
Dos diários de Sylvia Plath, pg. 168 (Globo).
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