O único no mundo

31 08 2007

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- Faz muito frio pra você, aqui fora?
- Nao, leve-me por favor até o centro da praça….De noite, no sonho, vimos uma árvore como aquela lá, aquela perto do centro.
- Vimos?
- Sim. Você, e eu, e todos. Estava bem à vista.
- Que sonho era?
- O sonho da noite.
- Que queres dizer com isso?
- A gente tem um sonho, todas as noites. E as vezes mais de um, não é assim?
- Sim.
- E no sonho da noite havia uma árvore como essa, e um dos galhos estava carregado de frutas. Mas não mais do que um galho.
- Escute, senhor Ramirez, a gente tem sonhos enquanto dorme. Mas cada um sonha sozinho. É coisa particular, privada.
- Mas você não viu essa árvore de noite, a de galho diferente?
- Não, não a vi.
- Todas as pessoas a viram.
- Ninguém a viu. Você sozinho a viu. O único no mundo.
- Por que?
- Porque é assim. Quando se sonha se está completamente sozinho.

Maldición Eterna a Quien Lea Estas Páginas,
Manuel Puig, escritor argentino





Minha Verdade

31 08 2007

“Eu sei de muito pouco. Mas tenho a meu favor tudo o que não sei e – por ser um campo virgem – está livre de preconceitos. Tudo o que não sei é a minha parte maior e melhor: é minha largueza. É com ela que eu compreenderia tudo. Tudo o que eu não sei é que constitui a minha verdade”

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- Clarice Lispector





Palavras

30 08 2007

“A cada momento vão aparecer palavras novas e quanto mais palavras eu ficar conhecendo, mais perguntas vou ter para fazer, maior vai ser o meu mundo…”

Menino Quadradinho [1993: p.26], personagem do cartunista mineiro Ziraldo





Idílico

30 08 2007

Meu pai nasceu num lugarejo chamado Vila da Glória. Lá ele corria entre pastos enormes e extensas faixas de areia cor de chumbo. Vejo o menino correndo de calção puído e uma bola improvisada nos pés, o vento agridoce nos cabelos muito negros. Vejo o menino subindo nas goiabeiras e saltando no mar. O menino nadando pra longe, tão distante quanto este passado idílico que quase toco com a imaginação ligeira. O menino no meio do mato segurando uma funda, a mão coçando com a picada distraída dos mosquitos, os pés ora pisando vegetação rasteira, ora areia vinda de muito longe, e um bando de passarinhos fugindo entre a copa dos araçás. Vejo o menino sentado sobre a casca de uma árvore caída inteira e o olhar abandonado nas luzes de uma cidade vizinha, do outro lado do cais, tão longe, tão perto, repetindo solitariamente o sentimento de gerações inteiras. O menino que viu tempestades se formando no alto-mar, coração sereno. O menino que fugiu pra nunca mais, esperando do mundo um mundo ainda maior. O menino sem imaginação. Um menino só, parado no tempo, feito um menino. Entre os costões verdejantes e o mar luminoso ele envelhecia rapidamente sem atinar que no incógnito futuro um outro menino o procurava entre palavras e papéis, apesar do tempo irrecuperável.

 

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“Boy Running”, Pamela Murphy





A Queda

29 08 2007

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Conheci um homem que deu vinte anos de sua vida a uma desmiolada, por quem tudo sacrificou, as amizades, o trabalho, a própria decência de sua vida, para uma noite reconhecer que nunca a havia amado. Ele se entediava, nada mais; entediava-se como a maior parte das pessoas. Tinha construído, peça por peça, uma vida de complicações e de dramas. É preciso que algo aconteça, eis a explicação da maior parte dos compromissos humanos. É preciso que algo aconteça, mesmo a servidão sem amor, mesmo a guerra ou a morte.

Albert Camus, A Queda





A arte de Ensinar

29 08 2007

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Um dos grandes benefícios de ensinar é o sentimento de auto-aperfeiçoamento, de aproveitar o amadurecimento. É sempre possível fazer melhor da próxima vez.

Então, Deus seja louvado pelos períodos acadêmicos, com o seu interminável suprimento de novos começos.

Jay Parini, A Arte de Ensinar (Civilização Brasileira, 2007)





Chove, apenas…

28 08 2007

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E isso me deixou triste como o diabo…





Íntimo & Pessoal

28 08 2007

Há muitas coisas em seu coração que você nunca deve contar a ninguém.
Seria baratear o seu íntimo sair espalhando-as por aí.

Greta Garbo, atriz norte-americana de origem sueca

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O Feijão e o Sonho

27 08 2007

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Certa ocasião em que Maria reverberava a inépcia do marido, o fracasso da escola, a deserção dos alunos – “daqui a pouco você vai dar aulas só para as carteiras” - ele atalhou, triunfante:
- Não, Rosinha, amanhã mesmo eu tenho dois alunos novos…
- Quem?
- O Panfílio e o Empédocles.
- Os filhos do Oficial?
- Sim.
- Ainda bem.
- Você vê que não tem razão de falar. É preciso ir com calma. Esta gente ainda não sabe dar valor à instrução. Pensa que estudo só serve para atrapalhar…
- Hum! Eu não sei se eles não estão com a razão…
- Ora, Rosinha, você já começa com as suas! Você sabe que a nossa desgraça é justamente o analfabetismo, a incultura…
- Não sei, não. O que é que você ganhou com tanta leitura, com tanto livro, com tanta bobagem? Não dá nem pra pagar o feijão…
- Isso é uma questão de sorte. Quem sabe até se o culpado não sou eu…Mas as coisas mudarão, com o tempo, esteja certa.
- Olhe, Juca, francamente! Se perder tempo em estudo, em remexer biblioteca, só serve para fazer gente como você, eu prefiro que os meus filhos cresçam bem burros, mas que prestem pelo menos para trabalhar num armazém, pra vender amendoim ou pipoca, contanto que ganhem o suficiente pra viver. Antes um burro bem alimentado que um poeta com fome! Deus me livre de ver um dia Joãzinho passando as vergonhas que você tem passado…
- Mas não é vergonha…
- O quê? Não é vergonha? É porque você não tem. Então isto é vida que se viva? Devendo a todo mundo, sendo expulso de casa por falta de pagamento, passando toda sorte de humilhações, desmoralizado em toda parte? Ouça bem: se algum dia eu descobrir você querendo estragar o Joãozinho – felizmente ele ainda é muito criança, não entende essas coisas – eu digo com toda a franqueza: eu pego a criançada toda e saio de casa. Prefiro viver de esmola, prefiro ver o meu filho trabalhando num açougue ou como entregador de farmácia, mas que saia um homem…Deus me livre de ter mais um poeta em casa…
- Mas você acha que poeta é humilhação, é vergonha?
- Eu não sei. Pode ser coisa muito bonita. Mas eu nunca ouvi falar de ninguém que conseguisse ganhar dinheiro, sustentar a família com versos…
E jogando a erudição que as palestras literárias, ouvidas ao acaso das misérias do lar, lhe haviam trazido:
- Foi sempre assim em todos os tempos. Até Camões você não disse que morreu de fome, que vivia de esmola?
- Mais isso é um caso excepciona! E mesmo que morresse na miséria. Não fez ele Os Lusíadas, não ganhou um nome imortal? Não viverá ainda daqui a mil, a dois mil anos, a cem mil? E quem foi que ficou dos homens ricos do seu tempo, dos nobres, dos fidalgos, dos negociantes? Quem é que se lembra deles? Sabe-se que Camões pediu esmola. Você sabe quem deu esmola a Camões?
Maria Rosa sorriu.
- Mas quem deu esmola, saiba-se ou não o nome, tinha pra dar. Tinha dinheiro no bolso, tinha comida em casa, podia comprar feijão, farinha de mandioca…
- Não se usava, naquele tempo…
- Usasse ou não! Mandioca ou pepino, ou tomates! Mas comida, compreende? [...] Garanto que ele preferia em vida, um bom pão com manteiga…Você prefere passar uma semana sem comer, mas ter os seus livros daqui a mil anos analisados nas escolas?
- Analisados na escolas, nunca. Mas lidos, mas amados, sem dúvida!
Ela se aproximou irritada:
- É por isso que você não dá coisa nenhuma. E é por isso que, no primeiro dia que o Joãozinho aparecer com um soneto, ele entra numa surra que você nem pode fazer idéia! E não é só fome, meu caro, é peso! Poesia dá peso!
- Ora, Rosinha…
- O quê? Não dá peso? Tudo quanto é escritor que eu conheço é pé-rapado. Eu nunca vi gente mais azarada…Uns prontos, uns vagabundos…
E voltando à erudição fácil que o casamento lhe trouxera:
- Pela sua conversa, mesmo, a gente pode fazer idéia. Tudo morrendo tuberculoso, Álvares de Azevedo, Castro Alves, Casimiro de Abreu, o tal Leopardi*. Uns aleijados, outros epiléticos, uma cambada sem jeito, que até da medo na gente. O tal Dante andava na cadeia, sendo expulso da cidade em que morava. Esse do Dom Quixote diz que andava sempre no xilindró, ou passando fome. O tal de Verlaine era bêbedo. Você viu como acabou o Oscar Wilde. Os tais russos andam sempre no pau. O B. Lopes está no hospício. O tal filósofo alemão também**. Aquele poeta grego era cego***. O inglês era capenga…
- Byron?
- Deve ser. Tinha um outro que era corcunda.
- Pope?
- Sei lá se era Pope? [...]
O marido riu.
- Não. Não ria. É a pura verdade. Só falam em princesas e palácios, mas não têm cotação nem no albergue noturno. Esse tal, que você admira muito, Dosto…Dosto não sei o quê.
- Dostoiévski
- Quero lá saber o nome dele! Um sujeito que vive da cadeia pro hospital, um jogador, um desorganizado, que até nos livros conta as poucas-vergonhas que fez ou que ouviu. É tudo uma turma assim. E você acha muito bonito que o seu filho acabe nessa companhia?…
Olhou desta vez o marido com crueldade:
- E até no amor! Até no amor eles são uns pesados! Você já viu poeta que não vivesse chorando e se lastimando, porque mulher não liga, não dá licença?
O argumento era esmagador. Maria Rosa estava satisfeita. Ia correr à cozinha para pôr mais água no feijão. Súbito, uma idéia lhe ocorreu.
- Ah! escute: me diga uma coisa. Os filhos do Oficial pagam?
Campos Lara gaguejou.
- Pagam?
- Ele é pobre, você bem sabe. Não tem recursos…
- Ah! Não pagam? Pois olhe: aqui eles não entram! Se quiser, vá dar aulas na casa deles. Na escola eles não entram, pode ficar descansado!
E foi ver o feijão-mulatinho, quase queimando na panela velha.

Orígenes Lessa, O Feijão e o Sonho (Círculo do Livro)

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_________________________

* Giacomo Leopardi, poeta italiano.
** Provavelmente Friedrich Nietzsche, que faleceu em 1900.
*** Homero morreu cego.





Julian Beever

27 08 2007

Julian Beever é um artista que leva a sério o preceito “leve a arte aonde as pessoas estão”. O seu trabalho é feito com giz de cera e faz uso da técnica da perspectiva com talento e originalidade. Artistas que trabalham com “obras efêmeras” sempre me intrigam. Julian Beever as fotografa para ter o registro de suas criações cheias de ludicidade, fantasia e ilusão. Repare na riqueza de detalhes e na ilusão causada nos “círculos na água” quando o artista “a toca” com a mão.

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Demais imagens:
Desenhos de giz na calçada





Les nuages

26 08 2007

– De quem gostas mais?, diz lá, estrangeiro.
De teu pai, de tua mãe, de tua irmã ou do teu irmão?
- Não tenho pai, nem mãe, nem irmãos.
- Dos teus amigos?
- Eis uma palavra cujo sentido sempre ignorei.
- Da tua pátria?
- Não sei onde está situada.
- Da beleza?
- Amá-la-ia de boa vontade se a encontrasse.
- Do ouro?
- Odeio-o tanto quanto vós a Deus.
- Então que amas tu singular estrangeiro?

- Amo as nuvens… as nuvens que passam…
lá, ao longe…as maravilhosas nuvens!

Charles Baudelaire, O Estrangeiro

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Galeria de Nuvens

Pensando…

Eu tbém amo a transitoriedade das coisas passageiras, sua finitude, sua fragilidade de bolha de sabão. Nada do que permanece sobrevive a erosão do tempo, tudo o que há são os pequenos momentos – como nuvens! – belos e morredouros. É uma outra forma de se relacionar com o que há de essencial em nossas vidas. Afinal, como seres tão suscetíveis ao tempo foram aspirar as coisas eternas? Por imaginação e tédio, e também um evidente temor. A única eternidade possível é a deste momento, por exemplo, em que sozinho, explico-me a mim mesmo. Há o silêncio e ele há de passar, o silêncio deste momento; há esta aflição que sinto, e ela também passará; há esta minha perplexidade só compreensível aqui, comigo, em mim. E não há nada mais simples e evidente do que este momento que já nasceu com os minutos contados. Quanto tempo terá, enfim? Por quanto tempo poderei segurá-lo, prendê-lo, antes que se dilua em esquecimento e passado? A vida talvez não passe desta imagem figurativa da bolha de sabão feita com o sopro de uma divindade aborrecida consigo mesma. E por sermos fruto da imperfeição de uma criatura original, somos todos tão insatisfeitos e imperfeitos, apesar de nossa beleza evidente e cristalina. Eis o fim deste instante.





Compartilhar

26 08 2007

Tu não podes conceber de quanta importância se reveste para mim cada dia.

Se a sabedoria só me for concedida na condição de a guardar para mim, sem a compartilhar, então rejeitá-la-ei: nenhum bem há cuja posse não partilhada dê satisfação.

Sêneca, Cartas a Lucílio: Livro 2 – Carta 6





A alma dos diferentes

25 08 2007

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Ah, o diferente, esse ser especial!
Diferente não é quem pretenda ser.

Esse é um imitador do que
ainda não foi imitado,
nunca um ser diferente.

Diferente é quem foi dotado
de alguns mais e de alguns menos em hora,
momento e lugar errados para os outros.

Que riem de inveja de não serem assim.

E de medo de não agüentar,
caso um dia venham a ser.
O diferente é um ser sempre
mais próximo da perfeição.

O diferente nunca é um chato.
Mas é sempre confundido
por pessoas menos sensíveis e avisadas.
Supondo encontrar um chato
onde está um diferente,
talentos são rechaçados;
vitórias, adiadas;
esperanças, mortas.

Um diferente medroso, este sim,
acaba transformando-se num chato.
Chato é um diferente que não vingou.

Os diferentes muito inteligentes
percebem porque os outros
não os entendem.

Os diferentes raivosos
acabam tendo razão sozinhos,
contra o mundo inteiro.

Diferente que se preza entende
o porquê de quem o agride.

Se o diferente se mediocrizar,
mergulhará no complexo de inferioridade.

O diferente paga sempre o preço de estar
- mesmo sem querer -
alterando algo, ameaçando rebanhos,
carneiros e pastores.
O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente igual,
a inveja do comum, o ódio do mediano.

O verdadeiro diferente
sabe que nunca tem razão,
mas que está sempre certo.

O diferente começa a sofrer cedo,
já no primário, onde os demais, de mãos dadas,
e até mesmo alguns adultos,
por omissão, se unem para transformar
o que é peculiaridade e potencial
em aleijão e caricatura.
O que é percepção aguçada em:
“Puxa, fulano, como você é complicado”.
O que é o embrião de um estilo próprio em:
“Você não está vendo como todo
mundo faz?”

O diferente carrega desde cedo apelidos
e marcações os quais acaba incorporando.
Só os diferentes mais fortes do que o mundo
se transformaram (e se transformam)
nos seus grandes modificadores.

Diferente é o que vê mais longe do que o consenso.
O que sente antes mesmo dos demais
começarem a perceber.
Diferente é o que se emociona
enquanto todos em torno,
agridem e gargalham.
É o que engorda mais um pouco;
chora onde outros xingam;
estuda onde outros burram.
Quer onde outros cansam.
Espera de onde já não vem.
Sonha entre realistas.
Concretiza entre sonhadores.
Fala de leite em reunião de bêbados.
Cria onde o hábito rotiniza.
Sofre onde os outros ganham.

Diferente é o que fica doendo
onde a alegria impera.
Aceita empregos que ninguém supõe.
Perde horas em coisas que
só ele sabe importantes.
Engorda onde não deve.
Diz sempre na hora de calar.
Cala nas horas erradas.
Não desiste de lutar pela harmonia.
Fala de amor no meio da guerra.
Deixa o adversário fazer o gol,
porque gosta mais de jogar do que de ganhar.

Ele aprendeu a superar riso,
deboche, escárnio,
e consciência dolorosa de
que a média é má porque é igual.

Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, engordados,
magros demais, inteligentes em excesso,
bons demais para aquele cargo,
excepcionais, narigudos, barrigudos,
joelhudos, de pé grande, de roupas erradas,
cheios de espinhas, de mumunha,
de malícia ou de baba.

Aí estão, doendo e doendo,
mas procurando ser,
conseguindo ser,
sendo muito mais.

A alma dos diferentes é feita de uma luz além.
Sua estrela tem moradas deslumbrantes
que eles guardam para os pouco capazes
de os sentir e entender.
Nessas moradas estão
tesouros da ternura humana.
De que só os diferentes são capazes.

Não mexa com o amor de um diferente.
A menos que você seja suficientemente forte
para suportá-lo depois.

Artur da Távola





Criatividade Fotográfica

25 08 2007

O fotógrafo caça, a fim de descobrir visões até então jamais percebidas.

Vilém Flusser, Filosofia da Caixa Preta

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La Vida en Colores





Que máquina estranha

25 08 2007

“Que máquina estranha é o homem. Você o abastece com pão, vinho, peixe e rabanetes e o que sai são suspiros, risadas e sonhos”

- Nikos Kazantzakis, escritor grego